O Ubuntu

Ubuntu é um sistema operacional (português brasileiro) ou sistema operativo (português europeu) de código aberto, construído a partir do núcleo Linux, baseado no Debian. É patrocinado pela Canonical Ltd (dirigida por Jane Silber).

Ubuntu 16.04 Xenial Xerus
O Ubuntu diferencia-se do Debian por ter versões lançadas semestralmente, por disponibilizar suporte técnico nos 9 meses seguintes ao lançamento de cada versão (as versões LTS – Long Term Support – para desktop recebem 5 anos de suporte, e para servidor recebem 5 anos de suporte), e pela filosofia em torno de sua concepção. A proposta do Ubuntu é oferecer um sistema que qualquer pessoa possa utilizar sem dificuldades, independentemente de nacionalidade, nível de conhecimento ou limitações físicas. O sistema deve ser constituído principalmente por software livre. Deve também ser isento de qualquer taxa.

Os fãs do Ubuntu são conhecidos como "ubuntistas", "ubunteiros" ou "teros". Atualmente (2015) a página do Ubuntu no Distrowatch é a segunda ou terceira mais acessada , estando tecnicamente empatada com os acessos ao Debian. Com a versão 15.10, o Ubuntu é o terceiro mais acessado, estando na frente o Linux Mint. O Ubuntu já foi apontado como uma das melhores distros para o uso em desktop.

Em 8 de julho de 2005, Mark Shuttleworth e a Canonical Ltd anunciaram a criação da Fundação Ubuntu e providenciaram um suporte inicial de US$ 10 milhões. A finalidade da fundação é garantir apoio e desenvolvimento a todas as versões posteriores à 5.10.


Denominação

O nome "Ubuntu" IPA: [u'buntu] deriva do conceito sul africano de mesmo nome, diretamente traduzido como "humanidade com os outros" ou "sou o que sou pelo que nós somos".

“Uma pessoa com Ubuntu está aberta e disponível para outros, apoia os outros, não se sente ameaçada quando outros são capazes e bons, baseada em uma autoconfiança que vem do conhecimento que ele ou ela pertence a algo maior e é diminuída quando os outros são humilhados ou diminuídos, quando os outros são torturados ou oprimidos.”

Esse nome busca passar a ideologia do projeto, baseada nas liberdades do software livre e no trabalho comunitário de desenvolvimento. O sistema é muito comumente chamado "Ubuntu Linux", porém, oficialmente a Canonical, desenvolvedora do sistema, usa apenas o nome "Ubuntu", uma vez que o sistema ao ser portado para outros núcleos livres para além do Linux recebe outros nomes (por exemplo, o Ubuntu implementado sobre o OpenSolaris recebe o nome de "Nexenta") - ao contrário do Debian, por exemplo, que recebe este nome independentemente do núcleo usado.


Características


  • Novas versões do Ubuntu são lançadas duas vezes ao ano, uma no mês de Abril e outra no mês de Outubro.
  • Um dos focos principais é a usabilidade[4], incluindo o uso da ferramenta sudo[5] para tarefas administrativas (similar ao Mac OS X) e a oferta de uma gama de recursos completa a partir de uma instalação padrão.
  • Acessibilidade e internacionalização, permitindo a utilização do sistema pelo maior número de pessoas possível. A partir da versão 5.04, a codificação de caracteres padrão é o UTF-8 (permitindo a utilização de caracteres não utilizados no alfabeto latino). O projeto visa também a oferecer suporte técnico nos idiomas de seus usuários
  • Além das ferramentas de sistema padrão e outros aplicativos menores, o Ubuntu é oferecido com diversos programas pré instalados que atendem às funcionalidades básicas, entre os quais estão a suíte de aplicativos LibreOffice e o navegador de internet Firefox. Programas para visualizar conteúdos multimídia, clientes de e-mail e jogos simples completam o sistema básico.
  • O Ubuntu possui uma forte ligação com a comunidade Debian, contribuindo direta ou indiretamente com qualquer modificação nos códigos fonte, ao invés de apenas anunciar essas mudanças em uma data posterior. Muitos programadores do Ubuntu mantêm pacotes chave do próprio Debian
  • Todas as versões do Ubuntu são disponibilizadas sem custo algum.
  • O visual padrão até a versão 5.10 e na versão 9.10 caracteriza-se pela utilização de tons castanhos[7]; entre as versões 6.06 (Dapper Drake) e 9.04 (Jaunty Jackalope), no entanto, passou-se a usar um padrão de cores mais próximo do laranja. A versão 10.04 passou a adotar um padrão de cores mais diversificado.
  • A gestão de instalação de software é realizada pelo APT e pelo Synaptic e, mais recentemente, pelo Centro de Software do Ubuntu.
  • O Ubuntu cabe em um único CD e é oferecido como um Live CD que pode ser utilizado para uma instalação permanente. O Live CD é utilizado por muitos usuários a fim de testar a compatibilidade de hardware antes de instalar o sistema


Live CD/Live DVD

Qualquer versão até a 12.04 ocupa apenas um CD (até 700 MB); a partir da versão 12.10, será necessário um DVD ou um pen drive, pelo fato da nova versão ultrapassar o limite de 700 MB. Até a versão 15.10, um simples pen drive de 4GB suporta o Ubuntu, com possibilidade de salvar os dados e configurações do usuário. A atualização e instalação de mais programas poderá ser realizada via Internet, num processo fácil e em ambiente gráfico.

Para quem pretende experimentar o Ubuntu sem o instalar no disco rígido, o sistema funciona em um Live CD diretamente do CD, sem necessidade de ser instalado. Pode-se instalá-lo a partir de um pen drive também. Estes modos são mais lentos e destinam-se essencialmente a proporcionar um primeiro contato com o Ubuntu, seus programas incluídos e saber quais programas podem ser eventualmente instalados; além de ser útil para manutenção de hardware. A partir da versão 6.06, este disco pode ser utilizado para se instalar definitivamente no computador.

O programa remastersys permite a qualquer um facilmente (em modo gráfico) criar um Live CD/DVD personalizado, com os programas e opções que o utilizador desejar, a partir de uma instalação existente do Ubuntu. Também existem os programas Reconstructor e Ubuntu Customization Kit com um propósito semelhante.

Após um artigo explicando a descontinuação de distribuição livre dos CDs do Ubuntu pelo ShipIt, agora os mesmos podem ser comprados pela loja virtual Canonical Store (em inglês)


Requisitos de sistema

A versão desktop do Ubuntu atualmente suporta as arquiteturas Intel x86 e AMD64. Suporte não-oficial é disponibilizado para PowerPC,[10] IA-64 (Itanium) e PlayStation 3 (contudo observe que a Sony removeu oficialmente o suporte para o Linux no PS3 com o firmware 3.21, lançado em 1º de abril de 2010). Uma GPU suportada é requerida para habilitar efeitos visuais.

Requisitos mínimos                                                                                 Servidor          Desktop
Processor (x86) com o conjunto de instruções i686                        300 MHZ  700 MHz
Memória RAM                                                                                   192 MiB 512 MiB
Disco rígido (espaço livre)                                                                         1 GB 5 GB
Resolução do monitor                                                                           640×480 1024×768


Lançamentos

Uma nova versão do Ubuntu é lançada semestralmente, e cada lançamento tem um nome de código e um número de versão. O número de versão é baseado no ano e no mês de lançamento. Por exemplo o Ubuntu 4.10 foi lançado em outubro de 2004, na data: mês 10, ano 2004. Abaixo está uma lista dos lançamentos anteriores e os lançamentos planejados. A partir da versão 13.04 em diante, o suporte em versões não-LTS foi alterado de 18 para 9 meses.


Adesão internacional ao Ubuntu

O Ubuntu contou durante o primeiro semestre de 2007 com situações de migração ou adoção por parte de organizações e entidades de renome. O fabricante internacional de equipamento informático Dell que adotou, em maio, o Ubuntu como o sistema operativo de código aberto selecionado para equipar os seus computadores desktop e notebook destinados aos usuários finais; e o anterior anúncio, em Março, por parte do Parlamento francês de que em Junho de 2007 daria início à migração de toda a sua rede informática (máquinas clientes e servidores, num total de cerca de 1.154 máquinas) para o Ubuntu, com ênfase no uso da suite OpenOffice e do browser Firefox por parte dos utilizadores do Parlamento (577 Deputados).

Hoje em dia, o Ubuntu está presente em múltiplos governos e ministérios, como é o caso do Ministério da Educação Grego, do Governo de Andalucía, do Ministério da Educação Romeno, do Governo de Punjab, no Paquistão, do Governo de Assam e de Uttar Pradesh, na Índia, no Ministério da Educação da Macedónia, no Governo de Gauteng, na África do Sul e nas Forças Armadas Brasileiras.


Para além disso, já são múltiplas as faculdades e universidades que confiam no Ubuntu para seu sistema operativo principal, como é o caso da Universidade de Oxford, no Reino Unido, da Universidade de Harvard, em Massachusetts, da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, da Universidade de Oakland, no Michigan, na Universidade de Nantes, em França, na Universidade de Deli, na Índia, entre outras.

Segundo estimativas o Ubuntu, em 2015, já possuiria mais de 40 milhões de utilizadores e cerca de 30,000 utilizadores do sistema operativo Microsoft Windows descarregam o Ubuntu diariamente.

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